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Artigos - Eles não sabem falar

Dor, febre, falta de apetite, tosse, cansaço... Se você acha que estes são sintomas de doenças exclusivas de gente, engano seu. Cães e gatos, os dois animais de estimação mais comuns, também estão suscetíveis as mais variadas enfermidades. E, diferente dos humanos, eles não tem para quem reclamar. Muito menos dizer exatamente o que está acontecendo. Por isso é essencial que os donos tenham atenção especial para perceber quando o bichinho não está bem. Seus hábitos mudaram? Antes ele era brincalhão agora fica quietinho no canto? Estes são sinais de que alguma coisa pode está errada.

O problema – que não é exclusivo do cuidado com os animais – é dar o famoso “jeitinho” brasileiro e tentar resolver a situação com medicamentos comprados na farmácia ou indicado por amigos. Uma decisão que pode ser fatal. O motivo? O remédio de farmácia foi feito para gente com você e eu. Medicamentos veterinários tem componentes diferentes. Quem alerta é o médico veterinário, com especialidade em oncologia animal, Giovani Fernando Araujo, 31, que há sete anos atua na área.

“Anti-inflamatórios, principalmente o diclofenaco sódico, podem causar danos permanentes aos rins e estômago”, explica. Para ele o importante, além desse cuidado básico, é a prevenção. E ela começa bem cedo, já nos primeiros dias de vida. A vacinação, essencial no início da vida animal, também deve ser realizada anualmente. E não é apenas contra a raiva. O dono deve fazer várias outras vacinas.

Para os cães, são quatro as essenciais: déctupla (conhecida como V10 - a qual se encontra a vacina contra a cinomose, parvovirose, leptospirose, hepatite infecciosa dentre outras), antirrábica, contra giardíase e tosse dos canis. Já os gatos possuem a quintopla, conhecida por V 5 (vacinas contra panleucopenia felina, rinotraqueíte, calicevirose, clamidiose e leucemia felina) a antirrabica e a vacina contra de fungo de pele.


Branquinhos
Outra dica importante é escovar os dentes do seu bichinho. Isso mesmo! Essa é uma técnica imprescindível para o controle de doenças periodontais, aumentando a qualidade de vida dos nossos companheiros. Porém, não adianta correr para o mercado, comprar uma escova e acreditar que o animal vai achar a ideia de ter seus dentes escovados diariamente a melhor coisa do mundo. É preciso condicioná-lo desde pequeno. Os que já tem certa idade devem ser levados ao veterinário para limpezas periódicas. Outra dica dada por Giovani é fazer o controle de pulgas, carrapatos e piolhos, principalmente se o animal vive em quintais.


Cuidados
Fernanda Rodrigues Menegassi, 26, gerente comercial, é dona da Nina, uma beagle de oito meses. Além de manter todas as vacinas em dia, ela fica atenta ao comportamento de Nina. “Ela é muito agitada e brincalhona e quando fica mais quieta já tentamos identificar o que está acontecendo”, diz. Já a editora de revista Amanda Dultra, 24, é dona de Tequila, uma maltês de quase três anos. Como já perdeu um cachorrinho, o Yuri, devido a câncer nos testículos, Amanda é toda atenção para Tequila: dá banhos semanais e cuida muito bem da sua alimentação, além de agasalhá-la nos dias mais frios. “Nunca a mediquei sozinha. Sempre que percebi alguma mudança no comportamento dela, levo ao veterinário. Não sou a favor de dar remédios de 'humanos' para os animais”, conta.


Inflamação nos ouvidos
Causa: fungos, bactérias ou sarna. Sintomas: coceira, inclinação da cabeça e secreção escura com cheiro ruim. O animal também chacoalha a cabeça com frequência. Transmissão: de um animal para outro, por contato. Prevenção: proteja os ouvidos do animal no banho e limpe-os sempre.


Giardíase
Causa: Infecção provocada por um parasita no intestino e no estômago. Sintomas: dor de barriga e fezes moles, às vezes esverdeadas e de cheiro forte. Transmissão: contato com pessoas contaminadas ou ingestão dos parasitas. Prevenção: afaste o pet dos agentes de contágio.


Problemas de pele
Causa: sarnas e alergias. Sintomas: a sarna causa coceira, além de queda de pelos e manchas vermelhas na pele. Já as alergias podem ser causadas por pulgas, pólen, mofo, grama, alimentos ou fumaça, as causas variam e são semelhantes as que atingem os humanos. Transmissão: Há dois tipos de sarna: a demodécica, que é genética, e a sarcóptica, transmitida por contato com animais ou humanos contaminados. Prevenção: evite afastando o animal de pessoas ou bichos contaminados e não o estresse.


Tosse dos canis
Causa: vírus. Sintomas: febre, apatia, falta de apetite, tosse seca, ânsia de vômito. Prevenção: É essencial não deixar o cão em locais úmidos ou sujeitos a mudanças bruscas de temperatura, vaciná-lo, além de mantê-lo afastado de animais doentes.


Gastrenterites
Causa: Muito comuns, podem ser transmitidas por vírus, bactéria ou ocorrer depois de uma intoxicação. Sintomas: diarreia, com ou sem vômito. Transmissão: vermes ou comida contaminada. Prevenção: em nenhuma hipótese os animais devem ter acesso ao lixo.


Abscessos
Causa: mordidas de gatos. Sintomas: o local apresenta pus, causa dor, inchaço e febre. Prevenção: aconselha-se castrar o bichano e impedir seu acesso à rua.


Lipidose hepática
Causa: as reservas de gordura vão para o fígado, sobrecarregando-o. Sintomas: o animal perde o apetite, até não comer mais. A urina fica escura, as mucosas amareladas, o animal vai ficando fraco até que morre. Prevenção: é básica e mínima: mantenha seu animal bem alimentado.


Parvovirose
Causa: vírus Sintomas: febre, sonolência, falta de apetite, além de vomito, tosse e inchaço nos olhos. Prevenção: evitar contato com animais e objetos contaminados e vacinação específica.


Cinomose
Causa: vírus Sintomas: febre alta, tosse, dificuldade de respirar, corrimento nasal, vomito e diarréia. O sistema nervoso também é afetado e o animal tem tremores e não consegue andar. Nesse estágio, as chances de salvar a vida do cão são pequenas. Prevenção: vacinação.


Problemas no trato urinário inferior dos felinos
Causa: de origem genética ou alimentar. Sintomas: sangue na urina, dificuldade em urinar, depressão, dor na barriga, vômito e desidratação. Prevenção: consiste em oferecer ração de boa qualidade, não fazer mudanças alimentares bruscas e deixar água fresca à disposição.


Erliquiose canina
Causa: bactéria encontrada em carrapatos. Sintomas: febre, perda de apetite e de peso e fraqueza muscular. Prevenção: mantenha seu animal e quintal livre de carrapatos para evitar a contaminação.

Fonte: http://www.redebomdia.com.br
Publicado em 25/07/2011 às 07:00. 6 Comentários 3008 Visualizações

Comentários (6)

Postado em 26/07/2011 às 13:11.

DEVERIA FALAR MAIS DE CADAUMA DESSAS DOENÇAS MAIS PROFUNDAS , ESTA MTO SUPERFICIAL.

Postado em 06/01/2013 às 21:40.

As vacinas podem gerar reaçao nos cachorros? Enchaços e dor?

lucimar
Postado em 06/02/2013 às 10:01.

vira lata com 2 anos nao para de vomitar, uma gosma branca como leite e uma transparente que acaba sufocando, dei bromoprida e parece que aliviou um pouco ,nao acaba, so diminui os intervalos.

maria
Postado em 13/06/2013 às 11:14.

minha cadela ta com uns sintomas iguais a de Erquiliose oque eu devo fazer ?

regina
Postado em 10/08/2013 às 12:10.

Minha pequena mel ta c o coco mole e esverdiado balansa varias vezes ouvido to preocupada d mais grato regina

Tais
Postado em 06/02/2014 às 15:58.

Minha cadela esta com dor na barriga, vomito, com molesa e muito moadinha o veterinario passou o anti,biotico mais ela ta tao fraquinha to com me do de ficar sem ela

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